COMO A PRIVATIZAÇÃO DOS CORREIOS IRÁ IMPACTAR AS ENTREGAS?


Desde que o presidente Jair Messias Bolsonaro foi eleito, no final de 2018, a discussão acerca da privatização dos Correios se acalentou — também, não poderia ser diferente; essa era uma das promessas de governo do então candidato à presidência.

Agora, com a greve dos Correios, a “temperatura” da discussão atingiu níveis inéditos e a privatização parece ter se tornado uma questão de tempo — há quem diga, inclusive, que ela pode ocorrer ainda no ano de 2021.

Boa parte das pessoas, no entanto, não tem opinião formada sobre o assunto; trata-se de um tema complexo, cujo impacto muitos não compreendem.

Com isso em mente, a equipe da Piracema preparou um breve apanhado de informações acerca do tema.

OS CORREIOS TEM MONOPÓLIO SOBRE AS ENTREGAS?

Muitas pessoas acreditam que os Correios detêm o monopólio da entrega de todo e qualquer produto em território nacional.

Isso não é verdade e a maior prova disso é o incontável número de empresas particulares de entregas que operam regularmente em nosso país.

Os Correios, contudo, gozam do monopólio em uma área específica: a entrega de cartas e telegramas.

Sendo assim, ao passo que toda e qualquer empresa de entrega pode transportar produtos, apenas os Correios podem transportar cartas e telegramas — esse monopólio, aliás, está protegido pela constituição; segundo esse documento, apenas os Correios fazem esse serviço por uma questão de segurança nacional, haja vista que até hoje a comunicação entre bases militares e outros setores sensíveis da máquina pública são feitas por meio de cartas e telegramas.

O QUE ACONTECERÁ CASO A PRIVATIZAÇÃO OCORRA?

Por esse motivo, é possível inferir que caso os Correios sejam realmente privatizados, o envio de cartas e telegramas seriam mais impactados do que o de produtos em si.

Para fins de estudo, contudo, suponhamos que a privatização ocorra; obviamente, os correios não deixarão de transportar produtos, apesar de o seu foco ser cartas e telegramas. O que, então, iria acontecer com esse serviço?

É provável que pouco mudaria; como os Correios já não detém o monopólio desse serviço, é possível que os preços praticados mantenham-se os mesmos e, quiçá, até diminuam um pouco, como reflexo de uma nova gestão, que talvez saiba aproveitar melhor a malha de entrega já existente dos Correios— a empresa que ficar responsável pela privatização dos Correios não irá querer que o mesmo tenha uma oferta desinteressante para o mercado, de forma que ela irá trabalhar para manter os preços baixos.

O envio de cartas e telegramas, contudo, talvez fiquem um pouco mais caro, haja vista que os Correios possivelmente continuariam a ser a única empresa autorizada a fazer esse tipo de entrega, apesar de que o mais provável é que os preços se mantenham.

INDEPENDENTE DO QUE ACONTEÇA, CONTE CONOSCO!

É difícil afirmar o que o futuro reserva para os Correios e para os milhões de brasileiros que dependem dele.

O que podemos cravar, contudo, é que independente do que aconteça, a Piracema estará ao seu lado para garantir que as suas entregas continuem ocorrendo com toda a solidez, praticidade e segurança de sempre.

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