Quais são as tendências econômicas para o segundo semestre de 2019 e como isso pode impactar o poder de compra dos brasileiros?


Muitas pessoas, incluindo especialistas, estavam otimistas quanto a economia brasileira para o segundo semestre de 2019. Contudo, o que era previsto não vai acontecer. Os analistas, que previam boas notícias, foram surpreendidos pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que mostra que o país encolheu 0,13%, entre o primeiro e o segundo trimestre do ano.

O crescimento em junho foi de apenas 0,3%, em relação ao mês de maio. Um segundo trimestre de resultados ruins indica recessão técnica. Especialistas dizem que mesmo com o dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) tendo sido liberado pelo governo e com a redução dos juros, os resultados positivos não devem aparecer. Para eles, o impacto dessa manobra será pequeno e não alcançará mudanças significativas.

Poder de compra: saiba mais

Poder de compra é quanto a pessoa consegue comprar com um determinado valor e isso está diretamente ligado à inflação. Vamos supor que um indivíduo ganhe R$ 2000 de salário e esse dinheiro seja usado para manter a família.

Para isso, ele tem R$ 1000 que podem servir para pagar as contas do supermercado. Se ele for até o estabelecimento comercial e os produtos subiram, a quantidade de itens que ele pode comprar com os mesmos R$ 1000 diminui, correto? Assim, podemos falar que o poder de compra da pessoa caiu, ou seja, o valor do que ele adquire aumentou e o seu rendimento permaneceu o mesmo.

Isso aconteceu com os pecuaristas em agosto de 2019. Eles tiveram o poder de compra diminuído, já que o preço do milho, usado para a alimentação, subiu, e a arroba do boi gordo caiu. O poder de compra do produtor caiu, visto que ele passou a ganhar menos pelo que vende e pagar mais caro pelo que precisa para manter a propriedade.

Poder de compra para o segundo semestre

A entrada do dinheiro do Fundo de Garantia poderá movimentar um pouco o setor comercial. Contudo, fatores como a alta de 4,48% na conta de luz fazem com que a inflação seja maior do que era previsto. Antes o índice era de 1%, mas julho terminou com 0,19% de inflação.

Como visto, a inflação faz com que o poder de compra do brasileiro caia. Mesmo com os juros mais baixo (taxa Selic de 6%), o Brasil provavelmente terá um segundo semestre de 2019 difícil. Ainda mais sabendo que a taxa de desemprego segue no patamar de 12%.

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